nos limites da ausência
O que me magoa,
o que me faz mais mortal,
não é o sangue que corre no meu corpo,
são as pessoas que me abraçam,
e que num momento de despedida,
deixam-me aquele vazio,
obrigam-me a sentir aquela perca,
obrigam a minha natureza a conhecer
limites, barreiras à sua ausência.
Há sempre dor,
há sempre magoa,
o choro de ver alguém partir,
o de ter medo de sentir saudade,
o de sentir a perca de um abraço,
há sempre algo que nos faz pensar
se há mais dor em estar sozinho
ou em constantemente sentir alguém partir?
Photo "Losing Individuality." by ~fluffed @ deviantart.com








2 Sensações:
porque doi dar pedaços de nós aos outros e sentir que os outros não nos dão mais do que nada. e não querem sequer ouvir os pequenos nadas de nós.
é uma interpretação, embora não tenha sido esse o sentido do texto.
não queria falar na ausência de momentos, mas no "pecado" que cometemos em partilhar demasiados momentos com uma pessoa e depois o último, dos momento, é sempre a partida.
No fundo se partilhamos muito com uma pessoa ela torna-se parte de nós e quando ela parte algo de nós também morre.
e quando falo em partir não me limito à morte, mas ao afastarmo-nos de uma pessoa.
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